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Título do produto
Prevalência elevada de síndrome do esgotamento profissional (burnout) entre residentes médicos e não médicos durante a pandemia de COVID-19 no Brasil
Descrição do produto
Referência:
PINHO, Rebeca da Nóbrega Lucena. Prevalência elevada de síndrome do esgotamento profissional (burnout) entre residentes médicos e não médicos durante a pandemia de COVID-19 no Brasil. 2022. 51 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Médicas) — Universidade de Brasília, Brasília, 2022.
Resumo:
Introdução e objetivos: Desde o início da pandemia por COVID-19, os profissionais de saúde, incluindo aqueles em treinamento, trabalham sob condições de extrema exigência física e mental. Este estudo avaliou a prevalência da síndrome do esgotamento profissional (burnout) e seus fatores associados entre pós-graduandos residentes de profissões de saúde no Brasil durante a crise sanitária global. Métodos: residentes médicos e não médicos foram recrutados em todo o Brasil, entre 29 de julho e 05 de setembro de 2020, através do envio de formulários digitais, contendo instrumentos validados para avaliação de burnout (escala OLBI) e resiliência (escala BRCS). Adicionalmente, avaliou-se a presença de enfermidades, percepção de autonomia e de adequação pedagógica dos programas de residência, disponibilidade de equipamentos de proteção individual (EPI), vínculos e carga horária semanal de trabalho e prestação de cuidados a pacientes com COVID-19. As diferenças entre grupos foram avaliadas por testes chi-quadrado, t de student, as correlações foram estudadas pela correlação de Pearson e por regressão logística multivariada. Resultados: Foram incluídos 1.313 participantes; média (desvio padrão) de idade de 27,8 (4,4) anos; sexo feminino 78,1%; raça branca 59,3%; médicos 51,3%. Burnout foi identificado em 33,4% dos participantes. As chances (odds ratio [intervalo de confiança 95%]) de burnout foram maiores nos profissionais que relataram enfermidades preexistentes (1,82 [1,36–2,43]), trabalho semanal > 60h (1,32 [1,04–1,67]), baixa resiliência (3,23 [2,48–4,20]) e foram menores quando era relatada adequadas percepção de autonomia (0,27 [0,20–0,37]), estrutura pedagógica (0,26 [0,21–0,34]), disponibilidade de EPI (0,41 [0,31–0,54]) e raça não branca (0,76 [0,60–0,96]). Conclusões: Observou-se alta prevalência de burnout entre residentes durante a pandemia de COVID-19 no Brasil. Características individuais, como a presença de enfermidades preexistentes e o grau de resiliência, bem como condições relacionados ao ambiente de treinamento se associaram à maior ou menor ocorrência da síndrome.
Autor(es) do produto
Rebeca da Nóbrega Lucena Pinho
Unidade acadêmica da UnB
Assunto/palavras-chave representativas do produto
Síndrome de Burnout - Saúde mental - Covid-19 - Profissionais de saúde
Público alvo
Data de Produção do produto
março 25, 2022
Tipo do produto
Comunicação científica
