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Título do produto
Análises dos aspectos clínicos e epidemiológicos da Síndrome Respiratória Aguda Grave no Brasil
Descrição do produto
Referência:
CARVALHO, Felipe Cotrim de. Análises dos aspectos clínicos e epidemiológicos da Síndrome Respiratória Aguda Grave no Brasil. 2021. 101 f., il. Dissertação (Mestrado em Medicina Tropical) — Universidade de Brasília, Brasília, 2021.
Resumo:
Introdução: As infecções respiratórias causadas por vírus respiratórios representam, mundialmente, um importante problema de saúde pública devido à sua grande disseminação e altas taxas de morbidade. Objetivo: Descrever os casos e óbitos por SRAG no Brasil nos últimos oito anos e explorar mudanças na distribuição e no risco de adoecer e morrer por SRAG, antes e durante a pandemia de COVID-19. Método: Estudo epidemiológico descritivo dos casos de SRAG hospitalizados e de óbitos entre 2013 e 2020. Considerando o período pré-pandêmico (2013 a 2019) e pandêmico (2020), estimando o excesso de casos e de óbitos; risco de morte por SRAG atribuível ao período pandêmico (RAPM) e risco de adoecer por SRAG atribuível ao período pandêmico (RAPA). Resultados: Com a pandemia da COVID-19no Brasil, o número de casos de SRAG apresentou um incremento expressivo, com RAPA de 200,1 casos por 100 mil habitantes, e maior incidência para os casos de SRAG pela COVID-19(135,8/100 mil habitantes), seguido dos casos de SRAG de etiologia não especificada(61,6/100 mil habitantes). Deve-se destacar o RAPA identificado entre os homens (235,4/100 mil habitantes). Quanto à faixa etária, foram evidenciados RAPA e RAPM para os idosos de 60 anos ou mais (703,8 e 273,1 por 100 mil habitantes, respectivamente). Quando comparados os períodos, observa-se um aumento no período pandêmico da proporção de casos e óbitos entre os cardiopatas e os diabéticos e uma redução da proporção entre os pneumopatas. Foi expressiva a elevação dos coeficientes de incidência e de mortalidade no período pandêmico em todas as regiões geográficas do país. A região Norte apresentou maior RAPA (233,4/100 mil habitantes)e maior RAPM (79,9 por 100mil habitantes)do país, com destaque para Amazonas (RAPA de 373,2/100 mil habitantes e RAPM de 141,8/100 mil habitantes) e Pará (RAPA de 219,8/100 mil habitantes e RAPM de 69,3/100 mil habitantes).Destaca-se que as populações mais vulneráveis, como crianças e idosos, além da vulnerabilidade relacionada à idade, a presença de comorbidades e ou fatores de risco foram frequentes entre os óbitos por SRAG. Também chama a atenção o excesso de casos e de óbitos entre aqueles que declararam a cor parda, além das gestantes no 3º trimestre gestacional. Conclusão: Conclui-se que o incremento substancial de casos e óbitos de SRAG observados entre 2013 e 2020 no Brasil atribui-se a pandemia pela COVID-19, gerando sobrecarga no sistema de saúde em todo o país, contribuindo para o colapso do sistema de saúde observado em algumas regiões. Diante o exposto, ressalta-se a importância do fortalecimento de toda a rede de vigilância da COVID-19, Influenza e outros vírus respiratórios, qualificando a resposta laboratorial na identificação e sequenciamento de potenciais agentes virais pandêmicos e o monitoramento destes pelas vigilâncias epidemiológicas.
Autor(es) do produto
Felipe Cotrim de Carvalho
Unidade acadêmica da UnB
Assunto/palavras-chave representativas do produto
Síndrome Respiratória Aguda Grave - Covid-19 - Hospitalização - Influenza - Vírus sincicial respiratório - Pandemia - Covid-19
Público alvo
Data de Produção do produto
dezembro 10, 2021
Tipo do produto
Mídia e Comunicação
